
PAI PAULO DE OGUN
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| CULTURA DOS ORIXÁS:
A palavra Orixá quer dizer “Coroa Iluminada”; “Espírito de Luz”. O princípio mais evoluído existente em nosso sistema, manifestado através das forças da natureza. As cerimônias são realizadas a partir do culto dos orixás, presentes hoje no Recife, Salvador e Porto Alegre. Entidades da religião dos orixás: Olorum, Orixalá, Orumilá (Ifá), Xangô, Ossain, Xapanã (Omulu/Obaluaê),Ogum, Oxossi, Oxum, Iemanjá, Iansã, Oxumaré, Oroco, Ibêji, Exú. DONO DA FORÇA: Para os afro-brasileiros, não existe o diabo como na religião cristã. Exú não é o diabo. Ele representa o movimento entre a morte e a vida. É o mensageiro entre os orixás e os homens. Ele foi a primeira forma criada no mundo por Olorum, deus supremo. |
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Os orixás A religião dos orixás foi trazidas para o Brasil pelos
Iorubás, aqui chamados Nags, chegados a partir do século XIX, na década
iniciada em 1810. O país dos Iorubás é hoje a Nigéria, na África
ocidental. Nesse país vivem também Hauçás, Ibos e vários outros grupos
étnicos. No Brasil os orixas são cultuados nos candomblés da Bahia, no
Xangô do Recife, em grandes centros como os estado de Minas Gerais, Rio de
Janeiro e São Paulo. Ou seja, no país todo. |
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Candomblé Os adeptos do candomblé acreditam que cada pessoa
possui seu orixá e com ele se identificam. Os deuses possuem as mesmas
paixões e comportamentos bons e maus dos seres humanos. Seus seguidores
fazem oferendas de comidas ou sacrificam animais em honra dos seus orixás
para receber sua proteção na vida terrena. Rezas No batuque rezamos através de músicas chamadas Éris do Orixás. O Éris são cantados em Yorubá (dialeto africano) ao som do batuque do tambor, para marcar o ritmo. Oráculos Objetivo principal: avaliar o campo espiritual através das influências presentes no momento. Búzios Origem: africana Número de búzios: 01 a 16 Objetivo principal: ser o elo de ligação entre o meio material e o espiritual. |

CANDOMBLÉ:
Os doze orixás mais cultuados no Brasil.
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LOGUN-EDÉ
Um Orixá essencialmente
Ijexá. Caçador e pescador.
Sendo filho de Oxósse e Oxum, assume características de ambos. É dito que ele
vive metade do ano nas matas - domínio do pai, e a outra metade nas águas doces
- domínio da mãe. Um dos seus símbolos é o Ofá (arco e flecha), suas cores são
azul claro e amarelo, seu dia é quinta-feira.
Sua saudação é LOCI LOCI LOGUN !
OBÁ
Orixá do rio Níger,
terceira mulher de Xangô. Orixá, embora feminina, temida, forte, energética,
considerada mais forte que muitos Orixás masculinos. OBÁ Divindade feminina,
guerreira que às vezes é também citada como caçadora. Irmã de Óya (Iansã).
Esposa de Ogum e, posteriormente, terceira e mais velha mulher de Xangô.
Bastante conhecida pelo fato de ter seguido um conselho de Oxum e decepado a
própria orelha para preparar um ensopado para o marido na esperança de que isto
iria fazê-lo mais apaixonado por ela. Quando manifestada, esconde o defeito com
a mão. Seus símbolos são uma espada (idà) e um arco e flecha (ofá). Sua saudação
é OBA XÍ ou ÖBA XIRE.
O ARQUÉTIPO DE OBÁ
As
pessoas pertencentes a este Orixá são lutadoras, bravas, um tanto agressivas, o
que as levam a serem pouco incompreendidas. Freqüentemente tendem a terem
experiências infelizes e amargas. São ciumentas, pois são muito zelosas com tudo
que lhe pertencem.
Porém, pessoas de grande valor e dedicação. Tendem a alcançar seus ideais.
Dedicadas e muitas vezes ingênuas, principalmente em relação ao amor e as
amizades.
PRETO VELHO
Quando se fala em preto-velho, estamos falando de uma grande linha, ou seja, uma
grande faixa vibratória onde espíritos afins se "encaixam" para cumprirem sua
missão.
Esses espíritos foram ex-escravos e negros africanos que não chegaram a ser
escravos. Constam também dessa linha espíritos que não foram escravos nem negros
africanos, mais que por afinidade escolheram a Umbanda para cumprirem sua
missão.
O termo "Velho", "Vovô" e "Vovó" é para sinalizar sua experiência, pois quando
pensamos em alguém mais velho, como um vovô ou uma vovó subentendemos que essa
pessoa já tenha vivido muito mais tempo. Adquirindo assim mais coisas para
contar e passar, principalmente essa mesma pessoa já viveu o suficiente para ter
aprendido a ter paciência, compreensão, menos ansiedade para a vida. É baseado
nesses fatores que as pessoas mais velhas aconselham.
Suas vestimentas e apetrechos são bem simples, não necessitam de muitos
artifícios para trabalhar, necessitam apenas contar com a atenção e a
concentração do seu médium durante a consulta. Usam cachimbo, lenços, toalhas e
as vezes fumo de rolo e cigarro de palha.
Além disso os Preto-Velhos nos ajudam a enxergar que a prática da caridade, é
vital para nossa evolução espiritual.
A linha é um todo, com suas características gerais, ditas acima, mais como cada
médium possui uma coroa diferente, isso determina as diferenças entre os
Preto-Velhos.
IBEJI
Existia num reino dois pequenos príncipes gêmeos que traziam sorte a todos. Os
problemas mais difíceis eram resolvidos por eles; em troca, pediam doces balas e
brinquedos. Esses meninos faziam muitas traquinagens e, um dia, brincando
próximos a uma cachoeira, um deles caiu no rio e morreu afogado.
Todos do reino ficaram muito tristes pela morte do príncipe. O gêmeo que
sobreviveu não tinha mais vontade de comer e vivia chorando de saudades do seu
irmão, pedia sempre a orumilá que o levasse para perto do irmão.
Sensibilizado pelo pedido, orumilá resolveu levá-lo para se encontrar com o
irmão no céu, deixando na terra duas imagens de barro. Desde então, todos que
precisam de ajuda deixam oferendas aos pés dessas imagens para ter seus pedidos
atendidos.Iansã e Xangô tiveram dois filhos gêmeos. Só que, quando eles ainda
eram pequenos, houve uma epidemia que matou muitas crianças do povo, e um dos
gêmeos morreu.
Os pais ficaram desesperados e Iansã, como é amiga dos Eguns, resolveu pedir sua
ajuda. Esculpiu um boneco de madeira igual ao filho que havia morrido, vestiu-o
e enfeitou-o como se fosse para uma festa e colocou-o no lugar de honra da casa.
Todos os dias ela colocava uma oferenda aos pés da imagem e conversava com ela
como se fosse seu filho vivo. Comovidos com seu amor pela criança, os Orixás
fizeram a estátua viver e Iansã voltou a ter seus dois filhos.
Na mitologia, há menção de 600 orixás primários, divididos em duas classes, os 400 dos Irun Imole e os 200 Igbá Imole, sendo os primeiros do Orun ("céu") e os segundos da Aiye ("Terra").
Estão divididos em orixás da classe dos Irun Imole, e dos Ebora da classe dos Igbá Imole, e destes surgem os orixás Funfun (brancos, que vestem branco, como Oxalá e Orunmilá), e os orixás Dudu (pretos, que vestem outras cores, como Obaluayê e Xangô).